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SEMÂNTICA GERAL

A Semântica Geral originou-se com Alfred (Habdank Sharbek) Korzybski (1879 - 1950) em 1933.

A Semântica Geral pode ser descrita como uma teoria geral de avaliações baseada nos conhecimentos científicos modernos e estuda a relação entre linguagem, pensamento e comportamento para entendermos melhor como nós falamos, como pensamos e como agimos.

Por avaliação, entende-se o processamento de percepções e conclusões como influenciado pela existência de suposições conscientes e inconscientes. Avaliações, não são, necessariamente conscientes. Elas envolvem nossos pensamentos, sentimentos, julgamentos, decisões, etc.

A palavra semântica foi introduzida em literatura lingüística por Michel Breal, traduzido do francês em 1897. É derivado do grego “semainein” (significar) e Breal acentuou o significado no nível verbal. Alfred Korzybski, em 1933, definiu a Semântica Geral não como uma filosofia, psicologia ou lógica, no sentido comum. Mas como uma nova disciplina que explica e nos treina a usarmos nosso sistema nervoso mais eficientemente. Ela trata das reações nervosas do organismo humano-como-um-todo-no-ambiente, de uma maneira muito mais geral e fundamentalmente orgânica que os significados somente das palavras e símbolos.

PREMISSAS DA SEMÂNTICA GERAL

As premissas podem ser dadas pela analogia simples da relação de um mapa com o território :

1. Um mapa não é o território.

2. Um mapa não representa tudo de um território. 3. Um mapa é auto-reflexivo no sentido de que um 'mapa’ ideal incluiria um mapa do mapa, e assim por diante, indefinidamente.

Aplicado a vida diária e a linguagem :

1. Uma palavra não é o que representa.

2. Uma palavra não representa tudo sobre um evento.

3. Linguagem é auto-reflexiva no sentido de que na linguagem podemos falar sobre a linguagem.

EXPLANAÇÕES

O mundo é o que é. Nós podemos fazer todos os tipos de mapas e modelos de como o mundo funciona, e alguns deles podem ser muito úteis. Mas os modelos e mapas e qualquer palavra que a pessoa reúna nunca podem fazer mais que se aproximar do mundo atual ou o fenômeno atual que é examinado. O território atual está além da descrição verbal. Nós fazemos abstrações todo o tempo. Uma "abstração", como usada aqui, é aquela que simplifica, condensa, ou simboliza um determinado evento de tal maneira que se pode então, falar melhor a respeito deste evento ou pensar melhor sobre este evento. Nossas percepções sobre um evento constituem uma abstração. Pessoas diferentes experimentarão um mesmo evento de maneira diferente. Dependendo de onde elas percebem o evento e de como funciona a percepção delas.

Nunca será mais que uma parte do que aconteceu, atravessados certos filtros de percepção. Assim, nós registramos certas visões, sons, sentimentos que formam nossas representações do evento, nossos mapas.

Nós poderíamos descrever uma experiência e depois resumirmos (abstrairmos) esta descrição mais adiante, ou seja, fazermos uma abstração de uma abstração anterior, fazermos um resumo do nosso resumo anterior.

Por exemplo, eu poderia dizer que vi um avião num céu azul que pousou no meio de uma quadra de futebol, que tinha um gramado verde e onde estava acontecendo uma partida.

Esta descrição poderia dar para alguém uma idéia do que aconteceu, mas realmente é uma aproximação muito imprecisa do evento que eu, de fato, percebi que é novamente uma aproximação imprecisa do evento que de fato aconteceu. No próximo dia, eu poderia criar uma abstração adicional simplesmente dizendo que vi um avião pousando em uma quadra.

Se alguém levasse minha descrição verbal como o que de fato aconteceu, então todos os tipos de enganos poderiam acontecer. Mas se percebemos que são só mapas, e que mapas diferentes podem ser feitos para o mesmo território, então se torna muito mais fácil reconciliar diferenças. Outro exemplo: tudo o que você pode dizer sobre uma cadeira não é uma cadeira. O cadeira é o que é, algo fundamentalmente indizível. Se isso é reconhecido, então a linguagem e os modelos são de fato muito úteis em nossa vida diária. Isso mostra que as palavras não têm um significado exato. Palavras e símbolos têm significados diferentes para pessoas diferentes, e significados diferentes em contextos diferentes. Uma palavra ou sentença em si mesmo necessariamente não diz nada finito, a menos que você descubra o que está ligado a ela.

A maioria das discordâncias, argumentos, brigas, e guerras saem do fracasso em se reconhecer todos os fatores, todas as visões, e de se confiar em mapas de realidade que não correspondem ao que de fato é. As pessoas discutem baseando-se nos próprios mapas e não percebem que outros usam mapas diferentes.

Treinando a si mesmo para reconhecer e superar isso em si mesmo e nos outros, pode-se formar a base para resolvermos a maioria dos conflitos.

BIBLIOGRAFIA

"Science and Sanity - an introduction to non-aristotelean systems and general semantics"

Alfred Korzybsky (1933, 1947)

O melhor soldado não ataca.

O lutador superior vence sem violência.

O maior dos conquistadores vence sem esforço.

O gerente mais bem sucedido dirige sem impor.

Isso e chamado nao-agressividade inteligente.

Isso e chamado superioridade dos Homens.

Lao-Tse

Tao Te King

TEORIA DO ESTILO

As palavras usadas devem ser as mais expressivas que a língua possa fornecer,

contanto que sejam as mais geralmente entendidas.

Não se deve expressar em duas palavras nada que se possa dizer bem em uma; isto é,

não se deve empregar, senão muito raramente, sinônimos, mas o conjunto deve ser

apresentado de modo a ser agradável ao ouvido e quem lê.

Deve-se, em suma, ser fluente, claro e breve,

pois as qualidades contrárias são desagradáveis

Benjamin Franklin (1706-1790)

Benjamin Franklin - Autobiografia / Coleção Universidade de Bolso / Ediouro

PENSAMENTO DE EINSTEIN

O MECANISMO DO DESCOBRIMENTO NÃO É LOGICO

E INTELECTUAL - É UMA ILUMINAÇÃO SUBTÂNEA,

QUASE UM ÊXTASE. EM SEGUIDA, É CERTO,

A INTELIGÊNCIA ANALISA E A EXPERIÊNCIA CONFIRMA

A INTUIÇÃO. ALÉM DISSO, HÁ UMA CONEXÃO COM A

IMAGINAÇÃO.

ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

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